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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Os Chineses contam mais rápido que os Brasileiros

 Navegando pela net, encontrei uma matéria muito interessante e que vale a pena ser lida.
obs: este artigo foi totalmente descrito da internet, portanto ao final desta matéria contem seu autor e sua fonte. Portanto vale lembrar, que se forem pegar esta postagem indicar o autor e fonte dela.

Os Chineses contam mais rápido que os Brasileiros
"Numa mesa de um bar estão um Inglês, um Chinês e um Brasileiro. Não, não é o princípio de uma piada. É uma experiência para demonstrar quão influente é uma língua em nossa arquitetura mental e nossa capacidades e costume. E também em nossas habilidades com a matemática.
   Imaginem que pedimos aos três que leiam em voz alta esta série de números: 4, 8, 5, 3, 9, 7, 6. E que depois fechem os olhos e passem 20 segundos memorizando à sequência antes de repeti-la em voz alta outra vez.
    O resultado é surpreendente. O Inglês e o Brasileiro teriam 50% de probabilidades de recordar a sequência perfeitamente, mas o Chinês se aproximaria de 100%. A razão disso é que o cérebro humano armazena dígitos em um lapso de memória que dura uns 2 segundos. Isto significa que é mais fácil memorizar o que podemos dizer ou ler dentro do dito lapso de 2 segundos. Você já deve ter deduzido que o idioma Chinês, ao contrário do Inglês, permite encaixar estes 7 números em 2 segundos.

Como diz Sanislas Dehaene em seu livro The Number Sense:


"Os numerais do idioma Chinês são notavelmente breves. A maior parte deles podem ser pronunciados em menos de um quarto de segundo. Por exemplo: 4 é si; e 7, qi. Seus equivalentes ingleses (four, seven) são mais longos: sua pronúncia leva aproximadamente um terço de segundo. Em línguas tão diversas como Galês, Árabe, Chinês, Inglês e Hebreu, há uma correlação reproduzível entre o tempo necessário para pronunciar os números em uma certa língua e o lapso de memória de seus falantes. Neste caso a eficácia é do dialeto Cantonês do Chinês, cuja brevidade outorga aos residentes de Hong Kong um lapso de memória de 10 dígitos aproximadamente."

Também há uma grande diferença em como se constroem os numerais nas línguas ocidentais e nas asiáticas. Em Português, por exemplo, diz-se: dezesseis, dezessete, dezoito... mas também se diz onze, doze, treze... Isto é, não há muita lógica linguística.

Na China, Japão e Coréia tudo é mais singelo. Ali têm uma maneira de contar mais lógica. 11 é dezum. Doze, dezdois. 24 é doisdezquatro.

"Esta diferença significa que as crianças asiáticas aprendem a contar bem mais rápido que os ocidentais. Os pequenos chineses de quatro anos sabem contar, por regra geral, até quarenta já os estadunidenses dessa idade só sabem contar até quinze, e a maioria não consegue contar quarenta até completar cinco anos. Em outras palavras, aos cinco anos, as crianças estadunidenses já perderam um ano em relação aos asiáticos na mais fundamental das habilidades matemáticas."

Estas estruturas linguísticas provocam que o sistema asiático seja mais transparente, o que determina uma atitude diferente para a matemática: em vez de ser uma matéria que só se pode ser estudada de cor, apresenta um modelo inteligível e, portanto, mais fácil de entender:

A regularidade de seu sistema numeral também significa que as crianças asiáticas podem realizar operações básicas, como a soma, com muita mais facilidade. Se pedirmos a um garoto brasileiro de sete anos que some mentalmente trinta e sete mais vinte e dois, terá que converter as palavras em números (37 + 22) antes de efetuar a operação: 2 + 7 = 9; e 30 + 20 = 50, o que faz um total de 59. Mas se pedirmos a um menino asiático que some trêsdezsete e doisdezdois, este não precisa visualizar nada: já tem diante de si a equação necessária, encaixada na oração. Não precisa nenhuma tradução a números para calcular que trêsdezsete mais doisdezdois é cincodeznove.

Por isso não é estranho observar que os estudantes da China, Coréia do Sul e Japão (e os filhos de imigrantes recentes daqueles países) superem consideravelmente seus colegas ocidentais em matemática."

Fonte: Fora de série - Malcom Gladwell.

1 comentários:

Verônica disse...

Interessantíssimo, nunca havia visto um estudo que contrapusesse o estudo oriental e ocidental.
Muito bom!

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