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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O Detetive Existencial (escrito por David Luz)



Resumo do Livro:

Diógenes, o protagonista desta trama, tem um grave problema existencial quando começa a prestar mais atenção do que devia nos simples acontecimentos do seu cotidiano. Lamentando a perca de uma ingenuidade que o anestesiava da insensibilidade humana, o jovem sente-se perdido em meio uma sociedade evoluída, ao mesmo tempo presa aos seus mais primitivos instintos egoístas. “Pior do que sentir-se parte de tudo o que você mais odeia, é a sensação de impotência e incapacidade de modificar os acontecimentos que culminam na sua transformação. É como se o mundo te modelasse de uma forma que independesse de você mesmo. Escolhas existem sim, mas as opções são dadas pelo seu ambiente, e a forma como você as abstrai está diretamente relacionada à sua história de contingências, reforçamentos e à sua cultura. Partindo deste ponto de vista, você não é culpado de nada, mas deve aceitar também que ninguém é culpado de coisa alguma.” Até que ponto tudo isso é verdade? Seriam conclusões errôneas de Diógenes? Será que a psicologia e a filosofia são capazes realmente de encontrar um sentido para tudo isso? Neste momento faço um convite ao leitor, acompanhe esta história de sublimações, repressões e deslocamentos, e torne-se você também um detetive existencial.

Título: O Detetive Existencial
Autor: David Luz
Ano: 2009

Contato por Blog: psico100neura.rg3.net

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Atraso


Amedrontado vivia
Angustiado pelo amor
E no meu rosto escorria
Lagrimas de um sonhador

Sincera luta mantia
Dominado pela dor
Exílio formou alegria
E dela mero rancor

Olhava para o céu em brasa
E dos rios de fogo criada
Fumaça negra que mata

Voando pássaro de uma asa
Penso nela, minha amada
O quente medo me mata

Vai Foi

Pra fora vai
Pra dentro foi

Já vai
Já foi

Assim vai
Assim Foi

Pra dentro vai
Pra fora foi

Vai não vai
Foi não foi

Veleiro


Vejo no horizonte
Uma luz brilhante
D'um barco à vela
Na luz da vela

Na vela do barco
No pavio da vela
O veleiro, um barco
O veleiro, uma vela

O pavio se queima
O pavio se congela
Uma foto pequena
D'um veleiro de Vela

De volta para o fim


Aqui no Futuro
Vivo sem sentido
Sinto-me ferido
Confuso e perdido

Volto para o Presente
Um morto, um destino
Mudo meu caminho
Minha vida é o início

Passo pelo Passado incerto
Conturbado com a maleta do futuro
Modifico o errado obscuro

De volta para o fim
Futuro Presente Passado
De volta para o fim

Poema que contextualiza com o filme "5 Dias para Morrer"

Ironia - Sei

Pela melhor avenida eu passei
Pelo melhor shopping eu passei

Pela melhor mansão eu passei
Pelo melhor banco eu passei

Pela melhor limusine eu passei
Pelo melhor prédio eu passei

Pela melhor loja eu passei
Pelo melhor campo eu passei

Pela melhor universidade eu passei
Pelo melhor parque eu passei

Sei, sei que sei!!!

Meus suicídeos, seus também!

Se peço para morrer...
Suicídio é o que eu faço...

Penso em uma ponte...
Penso em um trem...
Penso em um lago...
Em um incêndio...também

Pulo...
Não pára...
Me afogo...
Me queimo...também

De cabeça...
Os freios...
Na água...
No fogo...também

Segundo pós segundo...
Vejo o ontem...
O hoje...
O amanhã...também

A morte...
Um morto...
Eu...
E todos...também

Pensar

Penso pensar em pensamento
Pensando penso estar
Pensamento pensante
Pensa em pensar
Penso pensando
Pensa pensar
Pensamento de pensar
Pensante possa estar

Horas

Ora feliz
Ora triste
Ora sentado
Ora calado
Ora chorando
Ora dizendo
Horas passando.

Tempos Frustrantes

Nesses tempos frustrantes
Perco-me em equações delirantes,
Não tem mais talento
Meu racional pensamento

Procuro fazer o certo
Não o bem homérico
Nem que o certo seja a minha dor
Honrarei com todo esplendor

Razão do meu ser:
Vir e crescer
Fazer e vencer
Viver e morrer.

Cidade das magoas

Andando sem rumo
Por avenidas belas
E ruas largas

Ainda perdido
Correndo na calçada
Encontrando a estrada

Muito cedo pra desistir

Muito tarde pra fugir

Sinceridade

Sinceridade é qualidade
Sinceridade é a verdade
Sinceridade é paixão
Que sai do coração

Sinceridade é o certo
Mas às vezes machuca
Sinceridade é compreensão
Não é mais que uma emoção

Sinceridade é pura
Mas se torna amarga
E destrói a alma

Sinceridade é paz
O bem que traz
E não é fugaz

Futuro

Misterioso e secreto
Não podemos prevê-lo
Momento incerto
Que só nos resta vivê-lo

MORRER E RENASCER

M omento imprescindível
O clusão da vida
R epentino
R ostos de choro
E xequial para se despedir
R udimento da vida

E manar, por fim!

R eviver
E xperimentando
N ada mais que a
A legria de uma nova vida
S obre a terra
C omo matéria
E ncerrando na morte
R enascendo da vida

Sentidos do Clima

Olhos chorando enchentes de lágrimas
Bocas soprando vendavais de palavras
Ouvidos escutando tempestades de ruídos
Peles tocando vulcões de corpos
Narizes cheirando terremotos de fragrâncias
E um sexto sentido querendo fazer sentido

A paixão é como um catavento


A paixão é como um catavento
Que pára no vento e anda no ar
Onde possa um pensamento
Catar vento e voar

Gelado ou quente ao escoar
O vento passa turbulento
A paixão é como um catavento
Que pára no vento e anda no ar

Ponto estratégico barulhento
Espaço de ventos a doar
Voltas e voltas num ciclo ciumento
Para o coração perdoar
A paixão é como um catavento

Erros do Passado

Os erros, não são tão errados assim
Pois errar faz parte da vida
E nela, a maioria das coisas vieram assim
Um erro perfeito, princípio da vida

As melhores invenções
Frutos dos melhores erros
Trouxeram os melhores benefícios
Ferramentas de varias funções

O avanço da modernidade
É fruto de erros freqüentes
E se não fossem esses erros freqüentes
Não teríamos esse futuro emergente

Meu objetivo vai indo
E ainda não foi cumprido
Pois o que chamamos de Moderno
Não passa de um erro eterno

O Futuro é erro do Passado
No Futuro os erros acabam
O Futuro não pode ser concertado
Pois ira criar erros que o pioraram
 
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